Patrono

Fernando Pessoa, nosso patrono, foi o poeta maior do modernismo literário de língua portuguesa e pensador inquietante dum Portugal mais culto e mais ousado na construção do futuro.

Estamos a preparar uma nova página totalmente dedicada a Fernando Pessoa.

Até lá, pode consultar esta biografia feita por alunos da Pós-Graduação de Ciências da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa, no âmbito da disciplina de Publicidade e Comunicação Gráfica, em 1997, ou as ligações para sítios selecionados (clicar aqui).

[Quadro cronológico resultante da adaptação e do resumo da cronologia da vida e obra do poeta apresentada por João Gaspar Simões (in Fernando Pessoa - breve história da sua vida e da sua obra, Lisboa, Difel, 1983), por José Augusto Seabra (in Fernando Pessoa ou o Poetodrama, Imprensa Nacional da Casa da Moeda) e por Maria José de Lencastre (in Fernando Pessoa uma fotobiografia, Lisboa, Quetzal Editores, 1996).]

 
1888 Nasce, a 13 de Junho, o poeta Fernando António Nogueira Pessoa, no 4.º andar esquerdo do n.º 4 do Largo de São Carlos em Lisboa, filho de Maria Magdalena Pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa.
1889 Data do nascimento de Alberto Caeiro.
1890 Data do nascimento Álvaro de Campos.
1893 Em janeiro, nasce Jorge, irmão do poeta.
A 13 de Julho, morre, tuberculoso, Joaquim de Seabra Pessoa, pai de Fernando Pessoa, com 43 anos de idade.
1894 Em Janeiro, morre o irmão Jorge.
A mãe do poeta, D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, conhece o comandante João Miguel Rosa.
Criação do primeiro heterónimo: Chevalier de Pas.
João Miguel Rosa é nomeado Cônsul Interino em Durban, África do Sul.
1895 Fernando Pessoa escreve, em Julho, a sua primeira poesia: “À minha querida mamã”.
A 30 de Dezembro, casa, por procuração, D. Maria Magdalena com o comandante João Miguel Rosa.
1896 Partida para a África do Sul de D. Maria Madalena e o filho, no início do mês de Janeiro.
Nasce Henriqueta Madalena, irmã do poeta.
1897 Fernando Pessoa inicia a instrução primária na escola da West Street, e em três anos alcançaria a equivalência de 5 anos.
1898 Nasce, em Outubro, a segunda filha do casal Miguel Rosa, Madalena Henriqueta.
1899 Em Abril, Fernando Pessoa matricula-se na High Scholl, Form II-B.
Em Junho passa para a Form II-A.
Em Dezembro ganha o Form Prize na Form II-A.
Neste ano cria o heterónimo Alexandre Search, em nome do qual, escreve cartas para si mesmo.
1900 Em Janeiro, nasce o 3.º filho do casal, Luís Miguel.
Em Junho, Fernando Pessoa passa para a Form III e é premiado em francês.
1901 Fernando Pessoa faz, em Junho, o exame da Cape Scholl High Examination.
Falece Madalena Henriqueta.
Em Agosto, Fernando Pessoa vem de visita, com a família, a Portugal.
1902 Nascimento do quarto filho do casal Miguel Rosa, João Rosa.
Regresso da família a Durban, em Setembro. Fernando Pessoa matricula-se na Commercial School, em Durban.
1903 Faz exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança.
Lê Shakespeare, Milton, Byron, Poe, Keats, Shelley, Tennyson.
Escreve poemas em inglês assinados por Alexandre Search.
Surgem os heterónimos Charles Robert Anon e H.M.F. Lecher.
1904 Regressa novamente à High Scholl, e entra na Form IV.
Ganha o Prémio Rainha Vitória, concedido ao seu ensaio de inglês, prova de exame de admissão à Universidade do Cabo.
Nascimento de outra filha do casal, Maria Clara.
Em Dezembro, faz a Intermediate Examination em Artes, da Universidade do Cabo. Terminam os seus estudos na África do Sul.
1905 Parte sozinho para Lisboa e vai viver com a avó Dionísia e as duas tias, na Rua da Bela Vista n.º17.
1906 Matricula-se no Curso Superior de Letras de Lisboa.
A família volta, de férias a Lisboa. Morre, durante esta estadia, a irmã Maria Clara.
1907 Abandona o curso, sem concluir o primeiro ano.
Monta, com o dinheiro herdado da avó Dionísia, uma Tipografia a que dá o nome de Empresa Ibis – Tipografia Editora – Oficinas a Vapor, que mal chega a funcionar.
1908 Entra no comércio como «correspondente estrangeiro», profissão que desempenhará ao longo de toda a vida.
1910 Funda-se no Porto a revista A Águia, 1.ª fase.
1911 Pessoa é encarregado de traduzir para português uma Antologia de Autores Universais, dirigida por um editor americano.
1912 Funda-se, em Janeiro, a Renascença Portuguesa, no Porto. A Águia, dirigida por Teixeira de Pascoaes, torna-se o órgão desse movimento.
Em Abril, publica em A Águia, órgão da Renascença Portuguesa, o seu primeiro artigo, “A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada”, onde profetiza o surgimento de um «Supra-Camões».
Inicia a sua correspondência com Mário de Sá-Carneiro o qual, de Paris, o põe ao corrente das novas correntes como o Cubismo e o Futurismo.
Nasce na mente do poeta Ricardo Reis.
Após viver algum tempo num rés-do-chão da Rua da Glória, muda-se para a Rua do Carmo n.º 18, 1.º, e depois vai morar com a sua tia, D. Ana Luísa Nogueira de Freitas, na Rua Passos Manuel n.º 24, 3.º Esquerdo.
1913 Escreve a poesia “Pauis”, que iria dar origem ao paúlismo.
Contacta com Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro.
Escreve O marinheiro, drama estático.
Colabora no semanário Teatro e prossegue a sua colaboração com A Águia. Escreve “Epithalamium” e “Hora Absurda”.
1914 Surge Alberto Caeiro e o texto “O Guardador de Rebanhos”.
Escreve a “Ode Triunfal” e “Opiário”, atribuídas a Álvaro de Campos. Escreve “Chuva Oblíqua”, texto-chave do Interseccionismo.
Muda-se para a Rua Pascoal de Melo, para casa da tia Anica.
Em Junho, escreve a primeira poesia de Ricardo Reis.
Em carta a Sá-Carneiro, datada de Julho, declara ter atingido o período completo da sua maturidade literária.
Rompimento com os poetas de A Águia.
1915 Vive algum tempo na Leitaria Alentejana, devido à partida da tia Anica para a Suíça.Sai, em Abril, o primeiro número do Orpheu.
Sai, em Julho, o segundo número do Orpheu.
Mário de Sá-Carneiro parte para Paris.
Período de intensa produção literária de Fernando Pessoa e dos heterónimos.
Data possível da morte de Alberto Caeiro.
1916 Em Abril, suicida-se, em Paris no Hotel de Nice, Mário de Sá-Carneiro.
Almada Negreiros publica o “Manifesto Anti-Dantas”.
Em Setembro, anuncia-se a saída do terceiro número do Orpheu, que não chega a aparecer. Colabora em revistas como Centauro e Exílio.
1917 Sai o primeiro e único número de Portugal Futurista, revista publicada por Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, onde Álvaro de Campos colabora com a inserção de “Ultimatum”.
Reside na Rua Bernardim Ribeiro n.º11, 1.º andar.
1918 Morrem Santa-Rita Pintor e Amadeo de Sousa Cardoso.
Pessoa publica os seus poemas ingleses “Antinous” e “35 Sonnets”.
1919 Apesar de o ter dado como morto, escreve nesta data, uma série de poemas (“Poemas Inconjuntos”) em nome de Alberto Caeiro.
Ricardo Reis exila-se no Brasil.
Morre, em Pretória, o comandante João Miguel Rosa, padrasto do poeta.
1920 Escreve a primeira carta de amor e inicia-se o namoro com Ophélia Queirós.
Muda-se para a Rua Coelho da Rocha, onde vai habitar com a mãe e os irmãos.
1921 Publica os seus “English Poems” (I, II e II) por uma casa de edições criada pelo próprio (Olisipo).
1922 Colabora com assiduidade na revista Contemporânea.
1924 Início do surrealismo em França.
Sai em Outubro o primeiro número da revista Athena, que Fernando Pessoa dirige com o pintor Ruy Vaz.
1925 Morte da mãe do poeta.
A Athena cessa a sua publicação.
1926 Pessoa dirige com o cunhado, coronel Caetano Dias, a Revista de Comércio de Contabilidade, cujo primeiro número sai em Janeiro desse ano, e na qual publica artigos sobre temas sócio-económicos.
1927 Publica-se, em Coimbra, o primeiro número da «folha de arte e crítica» – Presença.
1929 Recomeça o namoro com Ophélia Queirós.
Empreende com António Botto, a publicação de uma Antologia de Poetas Portugueses Modernos.
1930 Entra em correspondência com o do mago inglês Aleister Crowley e recebe a sua visita em Setembro. O mago desaparece nesse mês, misteriosamente, na Boca do Inferno, em Cascais, desaparecimento no qual Fernando Pessoa participa.
Período fecundo de criação poética heterónima e ortónima.
Prossegue a sua colaboração com a Presença.
1931 Publica na Presença com a tradução do “Hino a Pã”, de Aleister Crowley.
1932 Candidata-se, sem sucesso, a um lugar de conservador de um museu bibliográfico, em Cascais.
Colabora com a Presença, onde publica Iniciação bem como fragmentos do Livro do Desassossego.
1933 Atravessa uma grave crise de neurastenia.
1934 Aparece, em Dezembro, a Mensagem.
É-lhe atribuída, nesse mesmo mês, pela publicação da obra, a segunda categoria do prémio Antero de Quental, do Secretariado de Propaganda Nacional.
1935 É internado, em 28 de Novembro, com uma cólica hepática, no Hospital de S. Luís, em Lisboa, onde morre a 30 de Novembro.
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