IA para docentes

Orientar os estudantes, preparar materiais com rigor e manter a responsabilidade humana na avaliação.

IA

Cinco níveis de utilização

Registe na ficha da unidade curricular (FUC) e no enunciado de cada elemento de avaliação os níveis autorizados. Explique a decisão aos estudantes antes do início da unidade curricular.

Nível 00 – Sem IA. Não é autorizada qualquer utilização. Aplica-se tipicamente a provas presenciais e a elementos destinados a verificar competências de execução autónoma.

Nível 01 – IA como assistente no planeamento. Autorizada para estudo e exploração de tema, clarificação de conceitos e organização de ideias. Nenhum conteúdo gerado integra o produto final.

Nível 02 – IA como assistente na forma. Autorizada para revisão linguística, correção ortográfica e sintática, tradução e formatação. O conteúdo substantivo e a estrutura argumentativa são da autoria do estudante, excetuando-se conteúdo gerado para melhorar a legibilidade e a clareza do texto.

Nível 03 – IA como assistente no conteúdo, com transformação crítica declarada. Autorizada a utilização de conteúdo gerado, desde que verificado, criticamente transformado e declarado. As ideias centrais, os argumentos e as decisões metodológicas permanecem do estudante.

Nível 04 – IA como objeto ou instrumento de estudo. Utilização integrada no próprio objetivo pedagógico, incluindo a comparação de resultados entre sistemas, a análise crítica de enviesamentos, usos profissionais, implicações éticas ou a coprodução assistida. Sujeita a declaração integral, incluindo as instruções utilizadas.

Preparação, verificação e transparência

Rever os resultados de aprendizagem das unidades curriculares que leciona, garantindo que estes são atingíveis sem IA e não dependem da utilização de IA, exceto quando for esse o objetivo.

Declarar os níveis de utilização autorizados em cada elemento de avaliação, e fazê-lo antes do início da unidade curricular. Deve explicar porque é que um dado nível é adotado, sobretudo nos casos de proibição do uso de IA, permitindo ao estudante compreender a coerência da decisão com os resultados de aprendizagem dessa UC.

Garantir que as exigências e os requisitos de um momento de avaliação não estejam dependentes da utilização de IA pelos estudantes, não prejudicando quem não pode, ou opta por não utilizar IA.

Verificar todo o material produzido com apoio de IA quanto à exatidão factual, à qualidade linguística, à imparcialidade e à adequação às tarefas propostas, antes de o disponibilizar.

Ser transparente quanto à sua própria utilização de IA, constituindo exemplo do comportamento ético e responsável adequado que exige dos estudantes.

Informar a coordenação do ciclo de estudos dos sistemas de IA que utiliza, principalmente de sistemas não constantes do inventário de sistemas de IA da UFP.

Promover a reflexão crítica dos estudantes sobre os resultados obtidos, identificando lacunas, enviesamentos e limitações, e explicitando as consequências de uma utilização acrítica no meio académico e profissional.

Abster-se de introduzir dados pessoais de estudantes, elementos de avaliação identificados ou quaisquer dados sujeitos a sigilo em sistemas externos não aprovados pela UFP. Em caso de dúvida, deve consultar previamente o Encarregado de Proteção de Dados.

Privilegiar, sempre que disponíveis, as ferramentas alojadas internamente ou contratadas pela UFP com garantias contratuais adequadas.

A classificação não pode ser delegada à IA.

Quanto à avaliação, a IA pode apoiar na produção de retorno formativo aos estudantes e na pré-triagem de aspetos objetivos (por exemplo, verificação de requisitos formais de trabalhos). É vedada a atribuição de classificação a elementos de avaliação sumativa por sistemas de IA, ainda que sujeita a confirmação posterior, bem como a delegação em sistema automático da apreciação qualitativa que fundamenta a classificação. A responsabilidade pela avaliação é pessoal, indelegável e humana.

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