O Facial Emotion Expression Lab (FEELab) – Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Universidade Fernando Pessoa, celebrou 23 anos de pioneirismo, investigação e dedicação à ciência da face e da emoção, no dia 9 de outubro de 2026.
De modo a assinalar esta data, nasceu o livro comemorativo “23 Anos, 23 Faces — Porque Sou do Tamanho das Minhas Emoções”, da autoria do Prof. Doutor Freitas-Magalhães, fundador e diretor do FEELab. Mais do que assinalar uma efeméride, este livro celebra um percurso. Vinte e três anos representam milhares de horas dedicadas à observação da face humana, à investigação científica, à formação de investigadores e profissionais e à procura de respostas para uma das questões mais fascinantes da condição humana: como se torna visível aquilo que sentimos?
As 23 faces que dão identidade à obra representam simbolicamente esse percurso. São faces da alegria e da tristeza, do medo e da surpresa, da tensão e da serenidade, da vulnerabilidade e da força. Faces diferentes porque também a emoção humana é plural, dinâmica e profundamente individual. Cada uma recorda que estudar a face é estudar uma das mais extraordinárias interfaces entre o cérebro, a emoção e o comportamento humano.
Desde a sua criação, a 9 de outubro de 2003, o FEELab tem desenvolvido uma linha pioneira de investigação dedicada à expressão facial da emoção, procurando compreender os mecanismos que ligam cérebro, face e experiência emocional. Ao longo de mais de duas décadas, aquele trabalho científico deu origem a novos conceitos, modelos, métodos de observação e sistemas de codificação facial, projetando internacionalmente uma abordagem própria à ciência da face.
O aniversário de 2026 possui, por isso, um significado particular. É simultaneamente memória e futuro. Celebra aquilo que foi construído e reafirma a vontade de continuar a investigar aquilo que ainda não é compreendido. Porque a ciência avança precisamente nesse território: entre aquilo que conseguimos observar e aquilo que ainda precisamos de descobrir.
A capa de “23 Anos, 23 Faces”, traduz visualmente essa ideia. Uma cabeça humana transforma-se num universo de faces e emoções. A diversidade expressiva ocupa o espaço do cérebro, numa metáfora visual da relação inseparável entre atividade cerebral, experiência emocional e manifestação facial. Não existe uma única face porque não existe uma única forma de sentir.
Depois de 23 anos, permanece a mesma inquietação científica que esteve na origem do laboratório: olhar para a face humana e perguntar o que ela nos permite compreender sobre nós próprios.


