SOBRE O CURSO

Acreditação plena (6 anos) pela A3ES, em 27-09-2017 (ligação)

A Psicologia Clínica e a Psicologia da Saúde são as duas áreas da Psicologia que, no seu conjunto, tendem a agregar um maior número de profissionais, não só mas também em Portugal. Para além dos papéis mais tradicionais, como a avaliação e intervenção psicológica (individual ou em grupo) com indivíduos com psicopatologia e/ou doença crónica, a intervenção junto dos outros significativos do cliente, o desenvolvimento e implementação de programas de educação para a saúde (mental), a promoção do bem-estar de indivíduos saudáveis, a colaboração com equipas multidisciplinares de cuidados de saúde (p.e., na adesão à terapêutica, preparação da cirurgia ou exames complexos), a investigação na óptica biopsicossocial, a estimulação cognitiva, entre muitos outros, requerem uma formação especializada, cuja relevância é cada vez mais reconhecida.

A equipa de docentes especializados em Psicologia Clínica/da Saúde, bem como a existência da Clínica Pedagógica de Psicologia e do Hospital-Escola, onde docentes e discentes têm um papel activo, os protocolos com instituições onde são desenvolvidas atividades práticas (p.e., estágios curriculares) são alguns dos garantes da qualidade do processo de ensino-aprendizagem do Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde.

Para além actividade lectiva, o sucesso neste Mestrado requer o desenvolvimento de competências de investigação, avaliação e intervenção psicológicas. Consequentemente, pretende-se que os mestrandos aprofundem os seus conhecimentos e desenvolvam as suas competências no âmbito da Psicologia Clínica e da Saúde. Assim, a componente prática do curso permitirá aos mestrandos treinar competências de avaliação e intervenção psicológicas, bem como contribuir para a investigação que se realiza na área.

DESTINATÁRIOS DA FORMAÇÃO

Podem candidatar-se ao Mestrado os indivíduos com Licenciatura em Psicologia que pretendam obter uma formação sólida que lhes permita uma maior à vontade face às exigências do estágio profissional promovido e organizado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses e, posteriormente, um adequado exercício da profissão, respeitando os princípios definidos no código deontológico, podendo vir a integrar o colégio de especialidade de psicologia clínica e da saúde.

PLANO DE ESTUDOS

2º Ciclo (Mestrado) · 4 semestres · 120 ECTS

Conforme Despacho n.º 18 296/2006 de 7 de Setembro, alterado pelo Despacho n.º 12243/2013, DR 2ª série n.º 185, de 25 de setembro; alterado pelo Despacho n.º 14915/2015, DR 2ª série n.º 245, de 16 de dezembro

UNIDADES CURRICULARES ECTS

OA1. Demonstrar familiaridade com conceitos, teorias e evidências empíricas em neuropsicologia cognitiva e caracterizar os principais métodos e técnicas de estudo; OA2. Conhecer o substrato biológico das funções cognitivas; OA3. Descrever e explicar características e sintomas de síndromes resultantes de lesão/disfunção cerebral e demonstrar capacidades de diagnóstico diferencial; OA4. Selecionar métodos e técnicas apropriados e determinar características relevantes de indivíduos através da observação, da entrevista e de testes neuropsicológicos; OA5. Executar tarefas de avaliação neuropsicológica, descrevendo, explicando e predizendo os comportamentos de indivíduos com disfunção neurológica; OA6. Realizar tarefas de intervenção neuropsicológica, planeando programas de estimulação, treino e reabilitação e avaliando a sua eficácia; OA7. Desenvolver competências de comunicação oral e escrita; OA8. Desenvolver uma atitude crítica e autocrítica e adotar valores éticos e deontológicos.

Unidade curricular que visa aprofundar o estudo estudo praxeológico da “consulta psicológica”, isto é, dos fatores objetivos e subjetivos que determinam o encontro objetivado. Neste sentido, o aluno será incentivado a (i) refletir sobre alguns dos aspetos essenciais da prática da terapia psicológica e a (ii) adquirir instrumentos concetuais e práticos necessários para a consulta psicológica.As principais competências a adquirir são as seguintes:i) desenvolver e aprofundar conhecimentos acerca das principais competências de consulta psicológica;ii) realizar tarefas de avaliação associadas a uma 1ª consulta, nomeadamente, recolher e articular informação relacionada com o motivo da consulta, tornando visíveis as competências de consulta psicológica adquiridas;iii) demonstrar competências de comunicação oral e escrita;iv) demonstrar capacidades de análise crítica e auto-crítica; v) demonstrar a adoção sistemática de valores éticos e deontológicos.

i) Promover a integração de conceitos, teorias e conhecimentos na área da psicopatologia clínica e forense; ii) Promover a aquisição, desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e de capacidades que permitam uma correta avaliação de diversas perturbações e patologias e sua ligação ao crime; iii) Familiarizar o aluno com a investigação recente nesta área do conhecimento, com vista à promoção de uma atitude de investigação; iv) Aperfeiçoar competências de comunicação oral e escrita e o desenvolvimento de uma atitude crítica e autocrítica; v) Incentivar a adoção sistemática de valores

1) Aquisição, desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos recentes em psicodiagnóstico, psicopatologia e psicofarmacologia com conhecimento dos princípios gerais da psicopatologia, do psicodiagnóstico e da farmacologia: farmacocinética e farmacodinâmica. 2) Integração de métodos, técnicas, conceitos, modelos e teorias biopsicossociais relacionados com a investigação, o diagnóstico e a intervenção psicológica e farmacológica na psicopatologia; Estudo dos principais fármacos com acção no SNC e o seu papel no tratamento de algumas patologias com interesse na área da psicologia.

– Integrar métodos, técnicas, conceitos, modelos, teorias no domínio da psicossociologia da comunicação; – Selecionar métodos e técnicas apropriados no âmbito da avaliação em psicossociologia da comunicação; – Determinar características relevantes de indivíduos e de grupos e suas interacções nos domínios da psicossociologia da comunicação; – Aperfeiçoar competências de comunicação oral e escrita.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

O objetivo central desta unidade curricular é o desenvolvimento de competências de consulta psicológica adequadas a algumas das problemáticas psicológicas, pelo que o aluno será levado a:i) utilizar adequadamente a categorização nosográfica (DSM-5) e a compreensão descritiva e fenomenológica;ii) aprofundar conceitos e ideias centrais dos modelos cognitivo-comportamentais e aplicar este conhecimento na formulação sistemática e flexível de casos clínicos e no desenvolvimento de planos de intervenção psicológica;iii) demonstrar competências de comunicação oral e escrita, bem como capacidades de análise crítica e auto-crítica; iv) demonstrar a adoção sistemática de valores éticos e deontológicos.

OA1 – Os alunos devem saber aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão e resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a Intervenção Psicológica em Grupos. OA2 – Os alunos devem demonstrar a capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem ou condicionem essas soluções e esses juízos, no âmbito da Intervenção Psicológica em Grupos. OA3 – Os alunos devem ser capazes de comunicar as suas conclusões – e os conhecimentos e os raciocínios a elas subjacentes – quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades.

OA1 – Esta unidade curricular pretende que o aluno adquira e aprofunde conhecimentos sobre modelos e técnicas de psicoterapia; OA2 – desenvolva a capacidade para integrar conhecimentos neste domínio para proceder a uma reflexão crítica sobre os elementos fundamentais inerentes ao espaço terapêutico e à relação terapêutica. OA3 – O aluno deverá ser capaz de selecionar e aplicar métodos e técnicas apropriadas a diferentes situações clínicas e desenvolver competências de avaliação da adequabilidade das intervenções psicológicas.

Pretende-se que os alunos aprofundem conhecimentos sobre os conceitos chave de saúde, doença, doenças de mau prognóstico, e doenças terminais; que aprofundem conhecimentos sobre rastreios e desenvolvam uma perspetiva crítica sobre estes; aprofundem o seu conhecimento sobre reações psicológicas ao diagnóstico e coping com a doença e com o tratamento quer por parte do doente, quer da sua família, e sobre determinantes psicossociais de ajustamento à doença, com particular ênfase para as doenças de grande mortalidade e morbilidade; aprofundem o conhecimento e adquiram competências práticas no que respeita à intervenção psicológica com doentes e seus familiares; aprofundem conhecimentos sobre intervenção com doentes terminais, em particular no que respeita à comunicação de más notícias, coping com a informação, fases do processo do luto, cuidados paliativos e eutanásia, assim como que desenvolvam uma reflexão crítica sobre estes domínios.

COORDENAÇÃO DO MESTRADO

Rute Meneses

Envie o formulário para ser contactado pela coordenação do curso:



CandidatoProfissionalOutro


PortugalPaís UEOutro País














INTERCÂMBIO / ESTUDAR NO ESTRANGEIRO

Os alunos da Universidade Fernando Pessoa (UFP) que cumpram os critérios de elegibilidade dispõem da possibilidade de realizar períodos de estudo e/ou de estágio em mobilidade internacional.

Os períodos de estudo em mobilidade internacional de estudantes são realizados em instituições de ensino superior fora de Portugal com as quais a UFP mantém acordos de intercâmbio de estudantes ao abrigo do Programa Erasmus+ (no espaço Europeu), ou de outros acordos bilaterais de intercâmbio existentes.

Informação sobre programas de mobilidade/intercâmbio estão disponíveis através do Gabinete de Relações Internacionais (ligação).

CANDIDATURAS E TAXAS ESCOLARES

REGIME GERAL (*) (**)
CANDIDATURAS: 01 MAI.- 31 JUL. 2018
AFIXAÇÃO DOS RESULTADOS E MATRÍCULAS: NOTIFICADOS POR E-MAIL

RECEÇÃO AOS NOVOS ALUNOS
E INÍCIO DO ANO LETIVO:  17 SET. 2018

(*) Não dispensa a consulta do Cronograma de Ingresso (PDF)
(**) A UFP pode aceitar requerimentos fora do prazo estabelecido, para candidaturas a Doutoramentos, Mestrados e Pós-graduações, sempre que entenda existirem ou poderem ser criadas condições de integração dos candidatos nos cursos em causa.

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